quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Valdeci apoia Comissão de Representação da Assembleia
Anunciada como uma das primeiras medidas da gestão do novo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pedro Westphalen (PP), a criação de uma Comissão Representativa Externa do Parlamento para acompanhar as investigações relativas ao incêndio da boate Kiss em Santa Maria, tem o apoio total do deputado Valdeci Oliveira (PT). Valdeci já conversou com Westphalen para colaborar com a comissão, já que é de Santa Maria e presenciou todos os desdobramentos da tragédia que causou a morte de mais de 230 jovens. Conforme o presidente da Assembleia, Valdeci e o deputado Jorge Pozzobom (PSDB), que também é de Santa Maria, vão integrar a Comissão. “A tragédia ocorreu em Santa Maria mas atinge todo o Rio Grande e o Brasil. Importante ter a Assembleia Legislativa acompanhando de muito perto a apuração das causas deste terrível acontecimento”, afirma Valdeci.
Na posse da Mesa Diretora, Valdeci agradece solidariedade por Santa Maria
A posse da nova Mesa Diretora e do novo presidente da Assembleia, deputado Pedro Westphalen (PP), marcou mais um momento de solidariedade a Santa Maria, em virtude da tragédia ocorrida no último domingo (27) - quando mais de 230 jovens perderam a vida em incêndio ocorrido na boate Kiss. Como um dos representantes de Santa Maria no parlamento, Valdeci recebeu, no plenário 20 de setembro, diversas manifestações de pesar dos parlamentares, dos servidores da Assembleia e das autoridades presentes na cerimônia.
Após o hino nacional, os deputados dedicaram um minuto de silêncio às vítimas e também aos familiares dos mortos. “Os dias passam e não conseguimos absorver o que aconteceu. Mas o carinho dos colegas e a solidariedade coletiva registrada tanto lá em Santa Maria, aqui em Porto Alegre e pelo Estado amenizam todo este sofrimento. A cidade vai se reerguer dessa tragédia para em breve continuar a orgulhar o Rio Grande e o Brasil “, afirmou Valdeci.
Texto: Tiago Machado
Foto: Tiago Dias
Valdeci parabeniza novo presidente e nova Mesa Diretora
O deputado Valdeci Oliveira (PT) participou, na tarde desta quinta (31), da sessão de posse do novo presidente da Assembleia Legislativa, Pedro Westphalen (PP), e dos novos integrantes da Mesa Diretora da Casa. Valdeci cumprimentou Westphalen por atingir o mais alto posto do Legislativo Gaúcho e, na condição de líder do governo na Assembleia, se colocou à disposição para colaborar na sua gestão.
“O Pedro tem experiência política significativa tanto no Executivo como no Legislativo e mais que isso é uma figura de diálogo, de agregação e de trânsito em todos os setores. Tenho convicção de que fará uma administração qualificada e respeitosa com todas as bancadas”, ressaltou Valdeci. O deputado também parabenizou o 1º vice-presidente, Paulo Odone (PPS), o 2º vice-presidente, Aldacir Oliboni (PT), o 1º secretário, Gilmar Sossella (PDT), o 2º secretário, Márcio Biolchi, o 3º secretário, Marcelo Moraes (PTB), e o 4º secretário, Jorge Pozzobom (PSDB). Também cumprimentou os suplentes João Fischer (PP), Catarina Paladini (PSB), Paulo Borges (DEM) e Carlos Gomes (PRB).
Valdeci também ressaltou o bom relacionamento que teve com o presidente Alexandre Postal na gestão 2012. “Sempre que necessitei do apoio do presidente Postal fui atendido e não foram poucas as vezes que tivemos de dialogar sobre as questões do Parlamento e do Estado”, registrou.
Maria Mariana e a nossa dor
O título acima poderia ser Alan Oliveira, Augusto da Silva, Carlos Alexandre Machado, Carolina Real, Emersom Paim, Lucas Teixeira, Shaiana Teixeira, Pedro Morgental e tantos outros nomes. Escolhi Maria Mariana porque, entre as vítimas fatais da tragédia que abala Santa Maria desde a madrugada do última domingo, ela era pessoa que mais conhecia. O sorriso sempre impregnado no rosto e a admiração pelo cantor Luan Santana disfarçavam a postura dedicada e engajada da jovem de 18 anos que cursava o segundo semestre do Curso de Medicina Veterinária da UFSM. Além da preocupação com os estudos, Maria Mariana acalentava o desejo de viver em um mundo mais justo. Por essa causa, militava ativamente na juventude do Partido dos Trabalhadores e, na última campanha eleitoral, destacou-se pela disposição e pela empolgação nas atividades.
Assim como outros jovens, Maria Mariana, com seu jeito e suas atitudes, representava o novo Brasil, pelo qual muitos lutam e constroem. Neste novo Brasil, os jovens, mesmo os de origem humilde como ela, estudam, frequentam os bancos universitários, se especializam, trabalham e escalam a íngreme pirâmide social nacional. Neste novo Brasil, os jovens são engajados com o mundo em que vivem, independente da visão política que tenham. Pois o novo Brasil dela, do Alan, do Carlos, da Carolina, do Lucas, da Shaiana, do Pedro e de tantos outros que estavam dentro da Kiss, foi interrompido justamente, no último domingo, pelo velho Brasil que queremos distância. O velho Brasil é o país do jeitinho e é o país onde a ganância se sobrepõe à segurança. É o pais que, em tragédias evitáveis, perde mais de 230 vidas - que logo ali adiante estariam contribuindo para o futuro da nação como médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas e pedagogos.
Nos próximos dias vamos debater muito se o culpado é quem soltou o foguete, quem barrou a saída dos frequentadores, quem não abasteceu os extintores ou se a falha foi de fiscalização ou controle. Melhor seria afirmar: não existe um responsável, o conjunto da sociedade é culpado. Quem apoia o Poder Público, quando este amplia o rigor fiscalizatório contra estabelecimentos destinados à diversão pública, como as boates? Eu fui prefeito municipal e lembro bem que quando, por diversas vezes, exigimos o cumprimento da lei e embargamos casas de diversão locais fomos alvo de pressões e de diversas liminares junto à Justiça para reabertura de espaços problemáticos.
Quem, afora o público frequentador de casas noturnas, sabia que “sputniks” são espocados de forma natural e frequente em meio a um show musical realizado em um ambiente fechado e superlotado? Quem, antes da tragédia, defendia e clamava por pentes-fino nas casas noturnas para saber se os estabelecimentos tinham saída de emergência iluminada e adequada? São poucos, melhor, muito poucos os que defendem essas atitudes enérgicas como prática cotidiana. Em geral escutamos que fiscalizar boates pode inibir a geração de empregos, pode desaquecer a economia ou pode incomodar o dono da boate, que, em geral, é uma pessoa influente na sociedade.
Inevitavelmente, o jeito agora é pouco a pouco juntar os cacos da nossa auto-estima que estão espalhados um bem longe do outro. Não há outra forma. Vamos ter de aprender a lição enquanto sociedade da forma mais dolorosa possível, assistindo impotentes 235 vidas acabarem em um local que deveria ser de diversão, de risada, de beijo (em inglês, kiss) e de abraço. O que a tragédia não pode nos impor é a resignação ou a prostração. Dentro de algum tempo nossas cabeças terão de ser reerguidas para prosseguirmos a construção do novo Brasil que a Maria Mariana, o Alan, o Carlos, o Lucas, a Shaiana, o Pedro e tantos outros seriam protagonistas inevitavelmente.
Valdeci Oliveira - deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa
Assim como outros jovens, Maria Mariana, com seu jeito e suas atitudes, representava o novo Brasil, pelo qual muitos lutam e constroem. Neste novo Brasil, os jovens, mesmo os de origem humilde como ela, estudam, frequentam os bancos universitários, se especializam, trabalham e escalam a íngreme pirâmide social nacional. Neste novo Brasil, os jovens são engajados com o mundo em que vivem, independente da visão política que tenham. Pois o novo Brasil dela, do Alan, do Carlos, da Carolina, do Lucas, da Shaiana, do Pedro e de tantos outros que estavam dentro da Kiss, foi interrompido justamente, no último domingo, pelo velho Brasil que queremos distância. O velho Brasil é o país do jeitinho e é o país onde a ganância se sobrepõe à segurança. É o pais que, em tragédias evitáveis, perde mais de 230 vidas - que logo ali adiante estariam contribuindo para o futuro da nação como médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas e pedagogos.
Nos próximos dias vamos debater muito se o culpado é quem soltou o foguete, quem barrou a saída dos frequentadores, quem não abasteceu os extintores ou se a falha foi de fiscalização ou controle. Melhor seria afirmar: não existe um responsável, o conjunto da sociedade é culpado. Quem apoia o Poder Público, quando este amplia o rigor fiscalizatório contra estabelecimentos destinados à diversão pública, como as boates? Eu fui prefeito municipal e lembro bem que quando, por diversas vezes, exigimos o cumprimento da lei e embargamos casas de diversão locais fomos alvo de pressões e de diversas liminares junto à Justiça para reabertura de espaços problemáticos.
Quem, afora o público frequentador de casas noturnas, sabia que “sputniks” são espocados de forma natural e frequente em meio a um show musical realizado em um ambiente fechado e superlotado? Quem, antes da tragédia, defendia e clamava por pentes-fino nas casas noturnas para saber se os estabelecimentos tinham saída de emergência iluminada e adequada? São poucos, melhor, muito poucos os que defendem essas atitudes enérgicas como prática cotidiana. Em geral escutamos que fiscalizar boates pode inibir a geração de empregos, pode desaquecer a economia ou pode incomodar o dono da boate, que, em geral, é uma pessoa influente na sociedade.
Inevitavelmente, o jeito agora é pouco a pouco juntar os cacos da nossa auto-estima que estão espalhados um bem longe do outro. Não há outra forma. Vamos ter de aprender a lição enquanto sociedade da forma mais dolorosa possível, assistindo impotentes 235 vidas acabarem em um local que deveria ser de diversão, de risada, de beijo (em inglês, kiss) e de abraço. O que a tragédia não pode nos impor é a resignação ou a prostração. Dentro de algum tempo nossas cabeças terão de ser reerguidas para prosseguirmos a construção do novo Brasil que a Maria Mariana, o Alan, o Carlos, o Lucas, a Shaiana, o Pedro e tantos outros seriam protagonistas inevitavelmente.
Valdeci Oliveira - deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Valdeci apresentará projeto para ampliar segurança em Casas Noturnas
Além de se solidarizar com o sofrimento das famílias das vítimas do incêndio ocorrido na boate Kiss em Santa Maria, o deputado Valdeci Oliveira (PT), que é natural do município, está tomando providências para alterar a legislação estadual que diz respeito à segurança de casas noturnas e locais de festas. Após a retomada do recesso legislativo, o deputado protocolará, no dia 1º de fevereiro, na Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, um requerimento de realização de audiência pública para discutir com todos setores competentes do Estado a necessidade de ampliar o rigor nas condições de funcionamento e segurança desses locais. Na audiência, Valdeci apresentará uma minuta de um projeto de lei para ser apreciado e receber a contribuição dos especialistas. Conforme Valdeci, a intenção é proibir a utilização de fogos de artifício e assemelhados em locais fechados destinados à diversão e ao entretenimento, como as boates, e proibir o funcionamento destes locais sem a concessão do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). “Nossa intenção imediata é não permitir mais fogos de artifício em boates, prática que considero um absurdo e que cuja ocorrência era desconhecida de grande parte da sociedade. Também queremos fazer que locais de festa funcionem apenas com o PPCI aprovado. Mas primeiro vamos ouvir os especialistas para apresentarmos um projeto completo e não algo inócuo. Temos a consciência de que não vamos trazer ninguém de volta com essas ações, mas poderemos evitar novas tragédias”, afirmou o deputado.
Serão convidados para a audiência representantes do Corpo de Bombeiros, da Brigada Militar, da Defesa Civil, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), da Sociedade de Engenharia, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), da Associação Gaúcha de Municípios (AGM), a Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho (SOGAMT), da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual de Segurança Pública, do Ministério da Saúde e das universidades gaúchas.
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